Cinco guias práticos · Para quem está começando · pt-BR
Uma análise diz se um jogo merece espaço no seu celular. Um guia serve para o que vem depois: aquele
momento em que o mundo acabou de ser gerado, o sol está se pondo e você não faz ideia do que deveria fazer.
Reunimos aqui o que gostaríamos de ter sabido nas nossas primeiras horas em cada jogo — sem estragar
surpresas e sem obrigar você a decorar tabelas.
Escolha o seu ponto de partida. Cada guia pode ser lido em poucos minutos e termina com uma lista rápida
para ter à mão enquanto você joga. São guias independentes, escritos pela nossa equipe: não são material
oficial dos jogos.
// Guia 01 · Terraria
Terraria: o que fazer nas primeiras horas
Iniciantes · leitura de 3 min
O Terraria solta você em um mundo gerado aleatoriamente com três ferramentas de cobre e quase nenhuma
explicação. É de propósito: descobrir faz parte do jogo. Ainda assim, existe uma ordem de tarefas que poupa
muitas mortes bobas e deixa o primeiro dia bem mais agradável.
Antes de anoitecer: madeira e abrigo
Você começa com uma espada curta, uma picareta e um machado. Pegue o machado e corte as árvores ao redor
do ponto de partida até ter uma boa reserva de madeira — é a matéria-prima de quase tudo no início. A
primeira coisa a criar é uma bancada de trabalho: é perto dela que passam a aparecer as
receitas seguintes, como portas, mesas, cadeiras, plataformas e armas de madeira.
Fale também com o Guia, o personagem que fica perto de você desde o primeiro segundo. Se você mostrar um
material a ele, ele conta tudo o que dá para fabricar com aquilo. É a melhor ajuda que o jogo oferece.
Depois, construa uma casa pequena: um espaço fechado, com porta, paredes de fundo, uma fonte de luz, uma
mesa e uma cadeira. Não é só decoração — é um cômodo com essas condições que permite que novos personagens
se mudem para o seu mundo, e eles vendem coisas úteis. À noite aparecem zumbis e olhos voadores; nas
primeiras noites, fique dentro de casa organizando o inventário ou comece a escavar embaixo dela.
Tochas e a descida às cavernas
As tochas são feitas com madeira e gel, que os slimes deixam cair quando você os derrota. Leve muitas:
debaixo da terra não dá para ver nada sem elas, e deixá-las pelo caminho é o jeito mais simples de saber
por onde você já passou. Leve também corda ou plataformas, para conseguir subir de volta.
Nas cavernas, quebre os potes, abra os baús e pegue todo o minério que encontrar. A progressão segue,
em linhas gerais, esta ordem: cobre ou estanho, ferro ou chumbo, prata ou tungstênio, ouro ou platina
(cada mundo tem um metal de cada par). Com uma fornalha você funde o minério em barras; com uma bigorna,
feita de barras de ferro ou chumbo, transforma as barras em armaduras e ferramentas melhores. Os cristais
em forma de coração aumentam a sua vida máxima de forma permanente — nunca os deixe para trás.
Guarde as moedas. Na dificuldade normal de personagem, morrer faz você perder parte das
moedas que carrega. Antes de uma expedição arriscada, deixe-as em um baú em casa.
Como se preparar para os primeiros chefes
O Olho de Cthulhu é, para a maioria dos jogadores, o primeiro chefe de verdade; o Rei Slime é a outra
opção para começar. O Olho pode aparecer por conta própria em uma noite, quando o seu personagem já estiver
mais forte, então vale estar preparado antes que ele decida por você.
O essencial: um conjunto completo de armadura de minério, um arco com muitas flechas, algumas poções de
cura e uma arena. A arena pode ser só uma fileira comprida de plataformas de madeira ao ar livre, com
espaço para correr e pular, e uma fogueira por perto, que ajuda a regenerar vida. No celular, vale gastar
alguns minutos nas configurações de controles antes do combate: é nas lutas contra chefes que dá para notar
se os botões estão ou não no lugar certo para as suas mãos.
Lista rápida
Corte madeira e crie a bancada de trabalho.
Construa uma casa fechada com porta, luz, mesa e cadeira.
Derrote slimes para conseguir gel e faça muitas tochas.
Desça às cavernas: potes, baús, minério e cristais de vida.
Fornalha, bigorna e armadura completa antes do primeiro chefe.
Quando você cria um mundo novo, o Minecraft já faz a pergunta mais importante: em que modo você quer
jogar? A resposta muda a experiência por completo, então vale entender a diferença antes de tocar em
“criar”.
Os dois modos, em poucas palavras
No modo criativo você tem todos os blocos em quantidade ilimitada, pode voar e nada
machuca o seu personagem. É uma caixa de peças gigante: ótimo para construir sem interrupções e para
aprender os controles por toque sem pressão.
No modo sobrevivência você começa de mãos vazias. Há barra de vida e de fome, tudo o que
você usa precisa ser coletado e fabricado, e os monstros aparecem onde está escuro. É mais exigente, mas é
também aqui que cada casa construída tem gosto de conquista.
A nossa sugestão: passe meia hora no criativo só para se acostumar a andar, olhar ao redor e colocar
blocos com os dedos. Depois crie um mundo de sobrevivência. Se os monstros incomodam (ou se o jogo é para
alguém mais novo), escolha a dificuldade Pacífico, que os retira do mundo e deixa o resto intacto. Um
aviso: na versão para celular, os mundos em criativo não contam para as conquistas do jogo.
A primeira noite, passo a passo
Madeira. Bata em um tronco de árvore até o bloco cair. Transforme os troncos em
tábuas e faça uma bancada de trabalho.
Ferramentas. Com tábuas e gravetos você faz uma picareta de madeira. Use-a para
coletar pedra e troque logo para picareta, espada e machado de pedra.
Luz. Procure carvão em paredes de pedra expostas; carvão e um graveto dão tochas. Se
não encontrar, construa uma fornalha com pedra e queime troncos lá dentro para obter carvão vegetal.
Abrigo. Não precisa ser bonito. Cave um buraco em uma encosta ou levante uma caixa
de terra, feche a entrada e ilumine o interior — os monstros surgem nas áreas escuras.
Cama. Lã de ovelha e tábuas dão uma cama. Dormir faz a noite passar e define o
lugar onde você reaparece se morrer.
Comida. Asse carne na fornalha: ela mata mais a fome do que crua.
Erros que todo mundo comete
Cavar direto para baixo. Você nunca sabe se há lava ou uma queda enorme no bloco seguinte; desça
sempre em escada.
Ignorar os creepers. São verdes, silenciosos e explodem perto de você. Quando vir um, afaste-se.
Sair de casa no meio da noite. Zumbis e esqueletos queimam com a luz do sol, por isso a manhã é sempre
mais segura.
Perder a casa de vista. Deixe um rastro de tochas ou ative a opção de mostrar coordenadas nas
configurações do mundo.
Celular mais modesto? Se o jogo estiver travando, reduza a distância de renderização nas
configurações de vídeo. Você vê menos do mundo ao longe, mas a fluidez agradece — e a bateria também.
Lista rápida
Treine os controles no criativo, jogue para valer na sobrevivência.
Madeira → bancada → picareta de madeira → ferramentas de pedra.
Stardew Valley: como planejar a primeira primavera sem estresse
Iniciantes · leitura de 3 min
O Stardew Valley é um jogo calmo que, curiosamente, deixa muita gente ansiosa nos primeiros dias. O
relógio não para, a energia acaba rápido e parece que sempre há mais uma coisa para fazer. A boa notícia:
o jogo não pune quem vai devagar. Este plano serve para aproveitar a primeira estação sem transformar a
fazenda em um emprego.
A regra de ouro: não dá para fazer tudo
Cada estação tem 28 dias, e o seu personagem tem uma barra de energia que se gasta a cada machadada e a
cada rega. Quando ela estiver acabando, pare. Durma cedo: se ficar acordado até muito tarde, você acorda
no dia seguinte com menos energia. E ligue a televisão de manhã — a previsão do tempo e a sorte do dia
ajudam a decidir o que fazer.
Primeira semana: pequeno e bem cuidado
Você começa com um punhado de sementes de chirívia de presente. Não tente limpar a fazenda inteira; abra
só um canto perto da casa, plante e regue todos os dias (quando chove, a rega já está feita). Com o
primeiro dinheiro, compre mais sementes na loja do Pierre, mas só as que conseguir regar sem esgotar a
energia no meio da manhã.
Nos primeiros dias você recebe uma vara de pescar do Willy, na praia. O minijogo de pesca demora para
pegar o jeito, mas fica mais fácil conforme você sobe de nível, e o peixe é uma boa fonte de renda
enquanto as plantações crescem. Faça também um baú com madeira e coloque-o perto de casa: o inventário
enche num instante.
No meio da estação: mina, festival e Centro Comunitário
Depois de alguns dias, a mina fica acessível. É lá que você encontra o minério para melhorar as
ferramentas no ferreiro. Atenção: ele fica com a ferramenta enquanto trabalha nela, então entregue o
regador na véspera de um dia de chuva.
O Festival do Ovo, no meio da primavera, vende sementes de morango, uma cultura que dá várias colheitas.
Vale chegar lá com algum dinheiro guardado. E quando o Centro Comunitário abrir, repare que os pacotes
pedem itens de cada estação: guarde um exemplar de cada cultura, peixe e planta silvestre que você pegar,
em vez de vender tudo.
Olhe o calendário. As culturas da primavera morrem quando chega o verão. Antes de
plantar, confira se ainda há dias suficientes para a planta crescer — semente plantada tarde demais é
dinheiro perdido.
As pessoas também contam
Converse com os moradores sempre que passar por eles e dê um presente de vez em quando. O calendário na
porta da loja do Pierre mostra os aniversários. As amizades desbloqueiam receitas, cenas e ajudas — e são
metade do encanto do jogo.
Lista rápida
Horta pequena perto da casa; rega diária, menos quando chove.
Televisão de manhã, cama cedo.
Vara de pescar e um baú logo nos primeiros dias.
Regador no ferreiro só na véspera de chuva.
Economize para os morangos e guarde um exemplar de tudo.
Roblox e sandbox online: guia para pais e responsáveis
Para adultos responsáveis · leitura de 3 min
Se há uma criança na sua casa pedindo o Roblox, este guia foi escrito para você, adulto responsável. Não
vamos dizer se você deve ou não permitir: essa decisão é sua. O que podemos fazer é explicar como esses
jogos funcionam e o que vale verificar antes e depois de a criança começar a jogar. Os mesmos cuidados
valem para outros sandbox com componente online, como o Mini World ou os servidores públicos do
Minecraft.
Primeiro, entender o que é
O Roblox não é um jogo único, é uma plataforma. Lá dentro há uma quantidade enorme de “experiências”
criadas por outros usuários, com qualidade, temas e públicos muito diferentes. Isso quer dizer que a
pergunta útil não é só “o Roblox é adequado?”, mas também “que experiências ele ou ela está jogando?”. A
melhor forma de saber é sentar ao lado por alguns minutos, ou jogar também.
Conta e controles parentais
Crie a conta junto com a criança e informe a data de nascimento verdadeira. A plataforma ajusta
conteúdos e funções à idade declarada; uma data inventada anula essa proteção.
Explore os controles parentais da própria plataforma antes da primeira sessão e defina o que é
permitido. Se existir a opção de bloquear essas configurações com um código, use-a.
Veja também os controles familiares do celular e da loja de aplicativos: tempo de tela, aprovação de
instalações e de compras.
Escolham uma senha forte e combinem que ela não é compartilhada com ninguém — nem com o melhor amigo.
Chat e contatos
O lado social é o que mais atrai as crianças e o que mais pede atenção. Verifique quem pode falar com a
conta e quem pode enviar pedidos de amizade; para os mais novos, faz sentido limitar ou desativar o chat.
Mostre à criança onde ficam os botões de bloquear e denunciar, e deixe clara uma regra simples: nome
completo, escola, endereço, fotos e contatos de outros aplicativos não se passam a ninguém dentro do jogo.
Compras e Robux
O Roblox é gratuito, mas tem uma moeda virtual própria, os Robux, que se compra com dinheiro de verdade e
serve para adquirir itens e vantagens dentro das experiências. Para evitar surpresas:
Não deixe um cartão salvo na conta ou na loja de aplicativos sem pedido de autorização a cada compra.
Se quiser permitir gastos, combine um valor fixo e trate-o como uma mesada.
Explique que promessas de “Robux grátis” em sites, vídeos ou mensagens são golpes para roubar contas.
As opções mudam. As plataformas atualizam os controles parentais com frequência, por
isso não descrevemos menus específicos. Confira sempre as configurações na página oficial de ajuda do jogo
e nas configurações do seu celular.
O que nenhuma configuração substitui
Combinem horários e durações de jogo antes de o problema aparecer, de preferência com o celular fora do
quarto à noite. E, acima de tudo, mantenha a conversa aberta: uma criança que sabe que pode contar o que
viu sem perder o jogo na mesma hora é uma criança que conta. Se algo a deixar desconfortável, o plano é
sempre o mesmo — parar, não responder e vir falar com você.
Lista rápida
Conta criada junto com a criança, com a idade verdadeira.
Controles parentais da plataforma e do celular revisados.
Chat limitado ou desativado para os mais novos.
Nenhuma compra sem autorização; desconfiar de “Robux grátis”.
Regras de tempo combinadas e conversa sempre aberta.
Ilustração temática — não é imagem de nenhum jogo.
Quase todo jogo de pesca para celular repete o mesmo ciclo: lançar, fisgar, recolher, vender ou
colecionar o peixe e melhorar o equipamento. O que muda é o quanto cada etapa exige de você. Este é um
guia geral sobre o gênero, não o resultado de testes com um jogo específico: os detalhes variam de título
para título, e o tutorial de cada um continua sendo a melhor referência.
Arremesso, fisgada e tensão da linha
O arremesso costuma ser um toque ou um gesto de arrastar, às vezes com uma barra de força que define a
distância. Depois vem a espera. Quando o peixe morde, a boia afunda, o celular vibra ou aparece um aviso
na tela, e é hora de fisgar.
A parte que mais pede atenção é o recolhimento. Em muitos jogos há um indicador de tensão:
se você puxa sem parar, a linha estica demais e pode arrebentar; se alivia demais, o peixe escapa. A regra
prática é recolher quando o peixe cansa e soltar um pouco quando ele puxa, mantendo o indicador na faixa
segura. Peixes maiores ou mais raros costumam deixar essa faixa mais estreita.
Equipamento e novos locais
A progressão quase sempre passa por vara, carretilha, linha e isca. Antes de comprar, leia o que cada
peça altera: em geral, a linha e a vara definem o peso que você aguenta, e a isca define que espécies
aparecem. Novos locais costumam abrir por nível ou por tarefas cumpridas, e cada um traz peixes
diferentes; o equipamento inicial raramente dá conta das áreas avançadas.
Energia, temporizadores e como jogar sem gastar
Muitos jogos gratuitos do gênero limitam as sessões com energia, iscas contadas ou tempos de espera, e
oferecem anúncios ou compras para acelerar. Nada disso é obrigatório:
Trate o limite como o fim natural da sessão e volte mais tarde.
Guarde a moeda mais rara do jogo para melhorias permanentes, não para pular esperas.
Antes de instalar, veja na ficha da loja se o jogo indica anúncios e compras no app.
Compras sob controle. Se o celular tem forma de pagamento salva, ative nas configurações
da loja de aplicativos a exigência de autenticação a cada compra. Assim nenhum toque distraído vira
cobrança.
Simulador, arcade ou idle?
Simulador. Busca realismo: horário, clima, profundidade e isca influenciam o
resultado. Pede paciência e leitura.
Arcade. Partidas curtas, controles simples e resposta imediata. Bom para poucos
minutos.
Idle. O jogo avança mesmo com o aplicativo fechado, e você volta para recolher e
melhorar. Há mais gestão do que pescaria.
Se você já pesca no Stardew Valley, no Terraria ou no Minecraft, a lógica de esperar a mordida e reagir
na hora certa vai parecer familiar. Na página inicial há uma
seleção temática de jogos de pesca, ainda sem nota.
Lista rápida
Faça o tutorial e treine no primeiro local.
Mantenha a tensão na faixa segura: recolha e alivie.
Leia o que cada equipamento altera antes de comprar.
Use o limite de energia como pausa, não como motivo para gastar.
Escolha o estilo pelo tempo que você tem: simulador, arcade ou idle.
Se você ainda não escolheu o seu jogo, o inventário de análises e o
ranking ajudam a decidir. Faltou um guia que seria útil para você?
Conte qual pela página de contato — é assim que escolhemos os próximos.